Terça, 09 de Fevereiro de 2010

 

 


 


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Liturgia Diária

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Liturgia Comentada 22/10/2009

Bíblia
 
QUINTA FEIRA DA XXIX SEMANA COMUM
(verde - ofício do dia)


- Antífona


- Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, á sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16, 6.8).


- Oração do Dia


- Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


1ª Leitura: Rm 6, 19-23


Leitura da carta de São Paulo aos Romanos - Irmãos, 19Vou-me servir de linguagem corrente entre os homens, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois, como pusestes os vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer a iniqüidade, assim ponde agora os vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade. 20Quando éreis escravos do pecado, éreis livres a respeito da justiça. 21Que frutos produzíeis então? Frutos dos quais agora vos envergonhais. O fim deles é a morte. 22Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida eterna. 23Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo Responsorial: Sl 1, 1-2.3.4.6 R Sl39.5a


-  É feliz quem a Deus se confia!
R: É feliz quem a Deus se confia!
1. Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.
R: É feliz quem a Deus se confia!
2. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.
R: É feliz quem a Deus se confia!
3. Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva. Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição.
R: É feliz quem a Deus se confia!


Aclamação ao santo Evangelho.


Aleluia, aleluia, aleluia.


 - Eu tudo considero como perda e como lixo a fim de ganhar Cristo e ser achado nele! (Fl 3,8).


Aleluia, aleluia, aleluia.


Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 12, 49-53


- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós.
- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  †  segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor!
 
- Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos 49Eu vim lançar fogo sobre a terra, e que tenho eu a desejar se ele já está aceso? 50Mas devo ser batizado num batismo; e quanto anseio até que ele se cumpra! 51Julgais que vim trazer paz à terra? Não, digo-vos, mas separação. 52Pois de ora em diante haverá numa mesma casa cinco pessoas divididas, três contra duas, e duas contra três; 53estarão divididos: o pai contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora, e a nora contra a sogra.


- Palavra da salvação.
- Glória a vós, Senhor!



 Liturgia comentada



Três contra dois... (Lc 12, 49-53)


Quem será que assim divide uma família, a ponto de três de seus membros viverem em oposição a outros dois? Por incrível que pareça, é Jesus Cristo a causa da divisão... De fato, não é possível ficar neutro diante de Jesus e seu Evangelho. Uns o aceitam, outros o recusam. É assim que acabam em campos opostos: os amorosos e os odiosos, os desapegados e os avarentos, oprimidos e opressores, presas e predadores...


Eis o comentário do teólogo suíço Urs von Balthasar: “O fogo que Jesus veio lançar sobre a terra é o fogo do amor divino que deve apossar-se dos homens. É a partir da cruz, esse temido ‘batismo’, que ele começa a arder. Mas não são todos, longe disso, que se deixarão dominar pela exigência absoluta deste fogo, de modo que esse amor que quereria – e poderia – conduzir os homens à unidade, divide-os por causa de sua resistência. De modo mais nítido e mais inexorável que antes de Cristo, a humanidade se dividirá em dois reinos ou agrupamentos de Estados, que Agostinho chama de ‘Cidade de Deus’, dominada pelo amor, e a ‘Cidade deste mundo’, dominada pela cobiça.”


Tal divisão chega a rachar as famílias, rompe os laços mais estreitos, posicionando em campos antagônicos os que vivem segundo a ‘carne’ e os que vivem segundo o Espírito. Claro que isto não constitui uma trágica fatalidade, algo inevitável, mas uma espécie de combate onde cada pessoa faz uma opção livre entre o bem e o mal, entre um mundo aberto ao amor e um espaço de ódio.


Nossa vida é uma experiência agônica, na linha divisória desses dois campos. Cada vez que fazemos o bem e repelimos o mal, permitimos que cresça o território da “Cidade de Deus”. Cada vez que preferimos a nós mesmos e pecamos, permitimos que o campo do mal seja expandido. Mesmo em nosso interior, é possível perceber o mesmo antagonismo, quando tendências opostas se digladiam sem cessar. O Apóstolo Paulo se lamenta: “Não entendo, absolutamente, o que faço: pois não faço o que quero; faço o que aborreço. [...] Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo. Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero.” (Rm 7, 15.18-19.)
E aquele garotinho, aconselhado a repartir com os irmãos, reclamava: “Mamãe, como é ruim ser bom!”



Orai sem cessar: “Ajudai-nos com vossa mão, ouvi-nos!” (Sl 108 [107], 7)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
santini@novaalianca.com.br


 



 
 

 
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